Vejo-vos e revejo-nos, penso-nos, sinto-vos
Sinto, desfruto, penso e repenso em que teria sido se…
E assalta-me… Nossa! Quanta coisa vivida, feita, sentida, experimentada, apalpada, cheirada, beijada! Gratidão.
Não tenho saudades, tenho sensações lindas, curiosidades cumpridas, experiências vividas bem guardadas no meu peito e nos poucos neurónios que ainda me restam fazendo sinapses.
Não quero queimar nem tirar todas essas recordações de grandes momentos da minha cabeça, essas não me incomodam nem me impedem, pelo contrário, ajudam-me a sentir-me plena, vivida, querida, desfrutada. Tríades que (se) complementam: cabeça, coração e sentidos, que se manifestam em formas de mil prazeres, vários, diversos e com muitas intensidades e matizes.
Todavia, no meio destas, assombram por vezes outras tristes conexões de tempos e quereres perdidos, sofridos, doídos sem sentido algum. Mas estes, também me lembram e atentam para, hoje e agora, poder ver nitidamente, que há trilhos que não são o caminho. Setas amarelas que não indicam lousas e que podem desviar e fazer perder a cabeça, nem que seja temporariamente. Desses becos aprendi e apreendi que com calma, vontade e ponteiros do relógio rodando sem parar a comerem segundos, minutos, horas, dias, meses e até anos de vida, tudo pode mudar de rumo.
Contudo, sim, não nos podemos enganar, algumas saudades entram, de tempos fugidos e, talvez, não de tudo usufruídos mas… o futuro é agora e… continuamos!
Avante e sempre em frente!
Agosto deixa-me terminar de atragoar-me de ti, contigo!
[Antia CL, uma calma tarde de agosto de 2023]
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