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Poema de Natália Correia e imagem tirada de: https://aviagemdosargonautas.net/2015/08/25/auto-retrato-de-natalia-correia/ |
Hipócritas multicolores nesta Europa que volta tingir-se de cinza, do grisalho da guerra, da pretidão das bombas da inumanidade vivida em primeira pessoa pelas vítimas que viram carrascxs.
Carregamos com essa lousa, verdugxs vitimizadxs pela inominável 'sociedade democrática do desenvolvimento branco e europeu'. Era isso o tal 'estado do bem-estar'?
Decrescer dizem ser preciso. Mas... como decresce e se desconstrói alguém que nunca se desenvolveu nem construiu por si próprix?
Por vezes... melga! Puta que a pariu!. Por vezes mulher (o que é que isso aí rapaz?). Por vezes não sou nada, não quero ser, só parecer ou jogar a ser, fazer de conta quê... Por vezes diligencio ser 'mãe'.
Neocolonialismos neoliberais jogando ao despiste da sustentabilidade e da felicidade à custa da tua virgindade, da tua indulgência, do teu paternalismo.
E no céu, uma espádua de Dâmocles que bajula Ronaldos, Kardashians e fulanxs e sicranxs e beltranxs. Tudo para o inglês ver.
E o amor sim me engana, com a sua brandura. E no fundo... «se eu soubesse que morrendo tu me havias de chorar, por uma lágrima tua, me deixaria matar» Quem nunca?! 'maníacx depressivx', se... 'onde não há pão, não há sossego...'
Retirem-me já do berço da rua, sff. Gratidão à vida, que me oferece tanto.

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