A minha voz
(CEF) Língua proletária do meu povo
(CEF) eu falo-te porque sim, porque gosto,
(MM) porque em ti atopei os sonhos meus,
(C) um idioma extenso e útil,
(EP) as palavras de ferro,
(EP) os verbos do grande Camões
(EP) e a fala de Breogám.
(MM) Reconheci em ti o meu espíritu,
(LV) já não a boca, já não a língua:
(LV) senão o amor que a palavra redondea
(MM) e que vai no sentimento,
(BG) o bico com a tua língua.
(MM) Foste idioma poscrito
(MM) E ti tens que resurgir puro
(MM) poderoso, enteiro
(C) fora do imperialismo espanhol.
(RdC) Porque só a lembrança de onde vens,
(RdC) ajudará a saber para onde ir.
[Centão criado com versos de CEF-Celso Emílio Ferreiro, MM-Manuel Maria, EP-Eduardo Pondal, C-Castelao, LV-Luisa Villalta, BG-Bernardino Graña, RdC-Rosalia de Castro, HLM-Henrique Lopes de Mendonça, RCC-Ricardo Carvalho Calero]
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