A voz
(RdC) Cai tão baixo, tão baixo
(RdC) que me deixaram só e
(RdC) com uma roupa alheia vestida.
(RCC) Onde estava? Baixo teito.
(RdC) Quando voltei, vinha morrendo,
(RdC) mas ainda estou viva... Ainda podo…
(MM) com o coração na mau,
(MM) chegar a Portugal,
(LV) onde a palavra floresce;
(MM) porque há outra Galiza possível
(CEF) por riba de todas as fronteiras,
(MM) para erguermos o nosso futuro
(MM) falando a fala nai.
(RCC) Esperanças tolas, como a guerra.
(HLM) Entre as brumas da memória,
(HLM) ó Pátria, sente-se a voz
(HLM) dos teus egrégios avós.
(EP) Desperta do teu sono, e
(RCC) no teu sonho galopa para a vida,
(RCC) mais cada vez, cada vez mais, Europa…
(RCC) hás-me tratar com magnanimidade,
(RCC) sem medo à repressão de invejosas potências ou ciumentos poderes.
(EP) E cumprido fim teremos.
(EP) Falem, meninhas,
(EP) FALEM/-ME/-LHE 💛 GALEGO.
[Centão criado com versos, adaptados alguns, de CEF-Celso Emílio Ferreiro, MM-Manuel Maria, EP-Eduardo Pondal, C-Castelao, LV-Luisa Villalta, BG-Bernardino Graña, RdC-Rosalia de Castro, HLM-Henrique Lopes de Mendonça, RCC-Ricardo Carvalho Calero]
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