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Centão para/das Letras Galegas_2

A voz


(RdC) Cai tão baixo, tão baixo

(RdC) que me deixaram só e

(RdC) com uma roupa alheia vestida.

(RCC) Onde estava? Baixo teito.


(RdC)   Quando voltei, vinha morrendo,

(RdC) mas ainda estou viva... Ainda podo…

(MM) com o coração na mau,

(MM) chegar a Portugal,

(LV) onde a palavra floresce;

(MM) porque há outra Galiza possível

(CEF) por riba de todas as fronteiras,

(MM) para erguermos o nosso futuro

(MM) falando a fala nai.


(RCC) Esperanças tolas, como a guerra.

(HLM) Entre as brumas da memória, 

(HLM) ó Pátria, sente-se a voz 

(HLM) dos teus egrégios avós.


(EP) Desperta do teu sono, e

(RCC) no teu sonho galopa para a vida,

(RCC) mais cada vez, cada vez mais, Europa…

(RCC) hás-me tratar com magnanimidade,

(RCC) sem medo à repressão de invejosas potências ou ciumentos poderes.

(EP) E cumprido fim teremos.

(EP) Falem, meninhas,

(EP) FALEM/-ME/-LHE 💛 GALEGO.


[Centão criado com versos, adaptados alguns, de CEF-Celso Emílio Ferreiro, MM-Manuel Maria, EP-Eduardo Pondal, C-Castelao, LV-Luisa Villalta, BG-Bernardino Graña, RdC-Rosalia de Castro, HLM-Henrique Lopes de Mendonça, RCC-Ricardo Carvalho Calero]

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