Avançar para o conteúdo principal

Oda ao Pai do Carai

(16 de outubro de 2016)
Seis décadas de sensações já percorreram os teus ossos

deixando pegadas de alentos e suspiros de ilusões,

caminhando com a companhia dos sentimentos fantasiosos, 

mas sempre enchendo e alentando os nossos corações.


Sesenta solpores no profundo océano 

da túa, agora xa, melancólica mirada

sesenta veces sesenta agarimos, sesenta bágoas,

sesenta mil sorrisos e infinito carinho


O salseiro dos teus ollos e as mareas da túa voz

voan polos cantís dos teus pensamentos

e afúndense na escuma do mar

ata brillaren coa ardora do teu imaxinario


[Escrito no 2016 por Antia CL, Rosalia CL e Catarina CL]

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Autoretrato

  Poema de Natália Correia e imagem tirada de: https://aviagemdosargonautas.net/2015/08/25/auto-retrato-de-natalia-correia/ Hipócritas multicolores nesta Europa que volta tingir-se de cinza, do grisalho da guerra, da pretidão das bombas da inumanidade vivida em primeira pessoa pelas vítimas que viram carrascxs.  Carregamos com essa lousa, verdugxs vitimizadxs pela inominável 'sociedade democrática do desenvolvimento branco e europeu'. Era isso o tal 'estado do bem-estar'? Decrescer dizem ser preciso. Mas... como decresce e se desconstrói alguém que nunca se desenvolveu nem construiu por si próprix? Por vezes... melga! Puta que a pariu!. Por vezes mulher (o que é que isso aí rapaz?). Por vezes não sou nada, não quero ser, só parecer ou jogar a ser, fazer de conta quê... Por vezes diligencio ser 'mãe'. Neocolonialismos neoliberais jogando ao despiste da sustentabilidade e da felicidade à custa da tua virgindade, da tua indulgência, do teu paternalismo. E no céu, u...

Diógenes sentimental

Vejo-vos e revejo-nos, penso-nos, sinto-vos Sinto, desfruto, penso e repenso em que teria sido se… E assalta-me… Nossa! Quanta coisa vivida, feita, sentida, experimentada, apalpada, cheirada, beijada! Gratidão. Não tenho saudades, tenho sensações lindas, curiosidades cumpridas, experiências vividas bem guardadas no meu peito e nos poucos neurónios que ainda me restam fazendo sinapses. Não quero queimar nem tirar todas essas recordações de grandes momentos da minha cabeça, essas não me incomodam nem me impedem, pelo contrário, ajudam-me a sentir-me plena, vivida, querida, desfrutada. Tríades que (se) complementam: cabeça, coração e sentidos, que se manifestam em formas de mil prazeres, vários, diversos e com muitas intensidades e matizes. Todavia, no meio destas, assombram por vezes outras tristes conexões de tempos e quereres perdidos, sofridos, doídos sem sentido algum. Mas estes, também me lembram e atentam para, hoje e agora, poder ver nitidamente, que há trilhos que não são o camin...

Somos todxs terroristas... mais uma vez...

 [Eis um vómito de palavras, após a leitura de uma postagem sobre o I Fórum Social Português, lá por junho de 2003:   O QUE FAZ CORRER ESTES INTELECTUAIS?] Alguém conhece a palavra ironia?  Se calhar não existe nos seus dicionários e se calhar é por isso que todxs somos  para vocês realmente espalhadorxs do terror. Espalhamos o terror enquanto pessoas pertencentes a um mundo no qual o senhor Bush e os seus vassalos podem inventar um novo significado para as palavras democracia e liberdade impunemente. O irónico da questão é que esses novos conceitos de democracia e liberdade de Bush e do mundo neoliberal globalizado são os que melhor se correspondem com o significado original de terrorismo . Curiosas contradições, não é? Então, assim as coisas, só me resta 'ter mau gosto' e autoclassificar-me com 'aparente orgulho' de terrorista . Serei uma terrorista que acha que o terror não se combate com mais terror, que acha que o dinheiro e o petróleo não pagam nem merecem vi...